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Autora: Myriam Bregman

Em meio ao avanço da extrema direita na América Latina, a deputada argentina Myriam Bregman vem a São Paulo em 8 de agosto para o lançamento de Moderada nunca: apontamentos contra a resignação, a submissão e o conformismo. Com estilo confrontativo e irônico, Bregman é apontada em pesquisa realizada pela Atlas-Intel como a política com maior imagem positiva da Argentina, é a segunda maior em número de seguidores nas redes sociais e aparece em terceiro lugar em pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais de 2027.

LANÇAMENTO: MODERADA NUNCA

Entrelaçando trajetória de vida e militância com reflexões urgentes sobre o avanço da extrema direita e as perspectivas de resistência na América Latina, Moderada nunca busca apresentar ao leitor o que caracteriza a esquerda e de que maneira suas políticas se diferem das da direita. Bregman contesta o que considera ideias equivocadas sobre o fim do socialismo e busca recuperar o poder emancipatório da solidariedade, a alegria da mobilização e o orgulho de pertencer à tradição ética e vital da esquerda.

O livro revisita a história do movimento operário, da recuperação de fábricas por trabalhadores, dos julgamentos contra os ditadores argentinos e do poder fenomenal do feminismo para apresentar um testemunho inestimável do compromisso político contra a resignação, a submissão e o conformismo. Com textos complementares de Andrea D'Atri e Fernando Rosso, a edição brasileira conta com apresentação de Diana Assunção.

Sobre Myriam Bregman

Myriam Bregman é deputada pelo Partido dos Trabalhadores Socialistas, foi candidata à presidência em 2023 pela Frente de Esquerda e dos Trabalhadores - Unidade (FIT-U) e advogada de direitos humanos.

Como advogada do Centro de Profissionais pelos Direitos Humanos (CEPRODH), Bregman foi peça-chave na condenação de agentes da ditadura militar argentina, tendo atuado no histórico julgamento que condenou à prisão perpétua o ex-diretor de polícia Miguel Etchecolatz. Foi a advogada de Jorge Julio López, sobrevivente da ditadura que voltou a ser "desaparecido" em 2006 após testemunhar contra seus torturadores. Atua como professora universitária na Universidade de Buenos Aires (UBA) e defende trabalhadores de fábricas ocupadas.

Bregman é uma das figuras mais reconhecidas do feminismo argentino contemporâneo. Militante do grupo internacional de mulheres Pan y Rosas, esteve na linha de frente das mobilizações do movimento Ni Una Menos e foi uma das principais referências do movimento a "Maré Verde", que culminou na conquista da legalização do aborto na Argentina.

Título original: Zurda: apuntes contra la resignación, la mansedumbre y el conformismo.

Direção editorial: Diana Assunção Edição: Vanessa Dias, Natália Angyalossy e Bernardo Camara Tradução: Vanessa Dias Revisão: Natália Angyalossy Diagramação: Víctor Bernardes e Bruno Portela